V&L Terapia – A benéfica influência da música

“A música é capaz de reproduzir em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria”. – Ludwig van Beethoven
A música é um agente curativo universal. A boa música parece de fato harmonizar o ser humano, trazendo-o de volta a padrões mais saudáveis de pensamentos, sentimento e ação.
‘Quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é doente da cabeça ou doente do pé’, cantava Dorival Caymmi. Seja samba ou qualquer outro ritmo, agora se sabe cientificamente que a música é fator de bem estar, relaxamento e, portanto, mais saúde. Sons diversos têm sido usados também em hospitais e clínicas para auxiliar no tratamento de várias doenças – de ansiedade e dores em geral até mal de Parkinson e câncer.
A música, além do valor estético, é um meio para se comunicar que evoca, associa e integra, e nisso reside seu valor terapêutico. Ela visa recuperar, manter e aumentar o bem-estar do ser humano.
Num processo terapêutico, a música pode ser usada para trabalhar as habilidades motoras (coordenação, equilíbrio, mobilidade e sincronização), cognitivas (estímulo do pensamento, interação verbal, atenção, imaginação, percepção sensorial), de comunicação (tanto verbal como não verbal), e sócio-emocionais (ela ajuda a expressar e compartilhar sentimentos e promove a interação social).
As experiências com terapia musical durante a anestesia mostraram que a música não se limita a agir sobre o corpo humano. Sua esfera de influência vai além das fronteiras da consciência, chegando às profundezas do inconsciente, de onde surgem, talvez, nossas energias mais vitais e essenciais.
Ouviu-se em algum lugar a seguinte frase: “Deus habita onde há a alegria e música”. Isto ocorre porque a terapia com música usa os sons e a energia universal a serviço da alma, da mente e do corpo. A música é remédio contra o stress, pois é acessível às diversas camadas da população.
A Musicoterapia visa, através de seus componentes – ritmo, melodia e harmonia, colaborar no tratamento de distúrbios de natureza orgânica, psíquica, emocional e cognitiva. Seus efeitos tendem a agir no âmbito da interação social, das relações interpessoais, da transmissão de informações, do conhecimento, da criatividade, entre outros.
O músico terapeuta é o profissional apropriado para trabalhar com a música como terapia, pois ele é preparado para despertar potenciais interiores e resgatar o papel de cada indivíduo, com o objetivo de conquistar para estas pessoas uma qualidade de vida melhor.

O compositor italiano Gioachino Antonio Rossini, autor de música sacra, de música de câmara e de 39 óperas, dentre elas as célebres O barbeiro de Sevilha e Cinderela, escreveu:
“A influência da música sobre a alma, sobre o seu progresso moral, é reconhecida por todo o mundo.
A música exerce uma influência feliz sobre a alma. E a alma, que concebe a música, também exerce sua influência sobre ela.
A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande, e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as almas mais encouraçadas e de comovê-las.
Utilizemos a música em nossa vida. A música que emociona, que eleva”.
Victor e Leo representam estas idéias acima descritas. Eles utilizam de forma sábia e iluminada a grande função da música para nossas vidas. Eles vão além do tradicional, porque eles pensam e agem através de duas energias, essenciais para a vida humana: Deus e amor. E valorizam e divulgam cinco dos tantos pilares que estruturam qualquer alma em evolução, que são: humildade, honestidade, família, educação e espiritualidade. As músicas de Victor e Leo são pura motivação para seguirmos em frente; para buscarmos mais amor, paz, sensibilidade e fé em Deus.

Eu vivi um momento inesquecível, com meu pai, que ajuda a esclarecer o quanto a música é importante em minha vida. Sem música, eu seria um pássaro engaiolado, que tem asas, mas não pode voar; canta, mas nem toda a natureza ao seu redor consegue ouvir. Vou contar-lhes então:
Quando tinha 15 anos, passei por maus bocados na aula; estudava e não conseguia notas boas, principalmente em matemática e física. Fiquei em recuperação nestas matérias e o nervosismo foi grande. Bom, meu pai sabia dos meus esforços e pagou muitas aulas extras para que eu tivesse êxito. Avisou-me que, se eu passasse de ano, me daria de presente um aparelho de som. Na época era um “3 em 1” moderníssimo. Eu finalmente conseguiria curtir minhas músicas através das emissoras de rádio, LP’s e cassetes. Fiquei muito empolgada e busquei a superação a todo custo. No dia do resultado, ele fez questão de ir comigo no colégio. No caminho ele me deu muita força e pensamento positivo. Disse que acreditava em mim e que ele tinha consciência de toda a minha luta e perseverança. Que eu era uma vitoriosa mesmo sem saber do resultado final. Quando li meu nome na lista dos aprovados, não pude conter as lágrimas de felicidade e de dever cumprido. Meu pai me abraçava e somente dizia: “Mana, eu já sabia…”. No caminho de volta pra casa, eu só pensava nos momentos felizes que eu viveria com o meu novo “brinquedinho”. Poder ficar até altas horas escutando todas as músicas que eu quisesse… Ah, que maravilha! Acontece que quando cheguei em casa, lá estava a bela surpresa em cima da cômoda. Abracei e beijei muito o meu pai, o meu querido amigo. Mas depois me dei conta que o som novo estava ali. Mas como assim? Meu pai havia comprado mesmo antes de saber o resultado? Pois é… Ele simplesmente me falou que, mesmo com um possível resultado negativo, todo o meu esforço, minha garra e fé já seriam o suficiente, e que nada desmereceria o presente prometido.
Posso dizer, com meu coração aberto, que daquele em dia em diante, eu nunca mais fiquei sem escutar música. Atualmente, temos tantos recursos para poder curtir nossas canções prediletas, não é? É caminhando, dentro do ônibus, embaixo do chuveiro, na fila do banco… Não há mais obstáculos. Graças a Deus! E deixo um belo e nada surpreso adendo: na minha vida (mente e coração), as letras, melodias e arranjos das músicas de Victor e Leo são presenças constantes. Elas amanhecem e dormem comigo. É, sem sombra de dúvida, a melhor terapia que pude vivenciar, pois não há tristeza e desânimo que sobreviva a este santo remédio.
Então, vamos colocar o volume no máximo e se aquecer nestas grandes energias chamadas Victor e Leo.
Abraços a todos.
Texto: Fabíola Duarte
Colaboração: Silvana Czyruk e Lígia Pramio
Fonte: Pesquisa Internet
Montagem de Fotos: Milene Oliveira











































